• Maria De Fátima-Guga

MOCOTÓ - Uma releitura da receita original



Sexta e sábado são os dias mais esperados por todos.

Talvez caísse muito bem batizá-los como dias para matar a saudade da sua comida predileta, do amigo querido, da família ou daquele lugar que você não deixa de visitar.  Tudo isso tem um nome: memória afetiva.

A receita do dia é uma lembrança afetiva de um carinhoso lugar que conheci em uma linda manhã de sábado. Fazia um lindo dia de sol quando, na companhia de uma amiga, procurávamos um café para sentarmos e bater um papo. Mas, sabe quando um lugar no meio do nada lhe chama atenção? Foi assim quando vi o Fado, um restaurante pequenino, tipo aqueles bistrôs parisienses com quadro negro na porta sinalizando o prato do dia e aquela música convidativa que te arranca de dentro do carro? Ah, essa marcou muito! Arrisquei e experimentei o prato do dia: Um PF de mocotó, será? Sim, sempre vale conhecer, quanto mais risco, maior a chance de acertar.

Como estudante de gastronomia e herança de uma linhagem familiar em que todos têm comércio na área de alimentos, logo é fácil apontar o que tem em excesso ou o que falta de ingrediente. Apesar de ter seguido a área de saúde sempre me envolvi nas dietas dos meus pacientes. Quando vinha reclamação, eu sempre queria emitir opinião de como ficaria melhor e, assim, evitar a recusa alimentar.

Voltando para o Fado Restaurante... me tornei frequentadora dos sábados e sempre pedia o mesmo prato e, hoje, para diminuir a saudade daquele lugar tão familiar, da comida, da música e do meu drink favorito resolvi fazer a receitinha de Mocotó ao meu modo. Acabei corrigindo o que sempre percebi que faltava, por exemplo, um músculo, lingüiça e mais tempero.

Puxe a cadeira, um bloquinho de anotação e guarde essa se você também ama comida com capacidade calórica. Domingo a gente corre na orla! (quando puder, claro....)

Siga a dica

1- O primeiro e principal passo é a escolha de um mocotó novo, limpo e que venha cortado em pedaços que você possa pegar e levá-lo à boca confortavelmente. Eu sempre compro no açougue do Mané, na Marquês de Caravelas-Barra. Além da segurança de um bom produto, o preço é excelente;

2- Deixo na água com limão por uma hora, aproximadamente, e escaldo por duas vezes;

3- Separo 500g de músculo cortado em pedaços e  faço o mesmo com 1  linguiça;

4- Tempero com sal, pimenta do reino e reservo. Em um processador coloco uma cebola grande branca e uma média roxa, um tomate madurinho, um pimentão verde, hortelã a gosto, e processo tudo;

5- Em uma panela de pressão ponho azeite, os alhos para dourar, acrescento o conteúdo processado e deixo refogar por cinco minutos. Coloco o mocotó, músculo e lingüiça, e deixo fora da pressão por dez minutos, Nesse intervalo acrescento um tomate e metade de um pimentão amarelo cortados em cubos pequenos. Pego um generoso galho de coentro cortadinho e acrescento na panela. Dou uns minutos de fervura e coloco a pressão. Obs: Usei pimenta para dar aquele leve sabor picante, nada exagerado, até porque a tradição manda fazer um molho lambão;

6- Deixo por 40 minutos, acrescento mais água e sigo por mais 20 minutos para ficar num ponto excelente.

7- Tiro toda pressão da panela e espero baixar toda fervura (não abrir antes pelo risco de acidente);

8- Para finalizar corrijo o sal, preparo um pirão do próprio caldo com farinha de mandioca ou a gosto.

Dica: Fiz um arroz branco, um vinagrete e sirvo. Molho de pimenta já tenho em casa, mas acompanha muito bem um lambão.

Bom Apétit!!!

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